
Na origem do novo modelo está a constatação de que são já cerca de 28 mil os alunos com deficiência nas escolas regulares. Em contrapartida, segundo o governo, as escolas especiais têm sofrido um gradual decréscimo de frequência (menos 55 por cento, segundo o DGIDC, que os oito mil de há 30 anos).
Pretende este novo plano transformar as escolas especiais a “centros de recursos” de apoio a professores, pais e alunos, assegurando igualmente uma resposta educativa para os casos mais complexos.
Será que nesta “escola inclusiva”, os alunos com deficiência passarão a ter uma capacidade de desempenho semelhante aos seus novos colegas? Ou não terão os seus novos professores, a maioria dos quais sem qualquer preparação específica, de dar particular atenção a estes alunos, numa tentativa de que estes aproveitem minimamente os seus ensinamentos, em prejuízo dos restantes colegas? Mais uma vez, tal como com os fechos, mal explicados, de Urgências, hospitais, maternidades e escolas no interior do país, tudo parece resumir-se a números.
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